A vida fora do computador

Sempre achei que o que escrevesse no meu blog tinha q ser relevante pra alguém. Hoje enquanto ia visitar minha mãe, ocorreu-me que isso é uma falácia. Acredito que seja o que for que eu escrever, aqui ou em qualquer outro lugar, tem q ser relevante pra mim.

Porque digo isto? Bom, este é o meu segundo post e ainda não é nada técnico.

Estes dias todos tenho estado numa paranóia absurda, tentando achar um tema para escrever. A maioria das coisas que conheço bem o suficiente pra escrever, alguém muito mais qualificado já discursou sobre, e com certeza foi bem mais impressionante do que teria sido se eu tivesse escrito (ou tal vez não, sei la).

Uma coisa que me diferencia da maioria dos fronts que conheço é a idade. Claro que não chego a ser tão matura quanto o Maujor, mas sou bem mais velha que a maioria deles. Desta forma, percebi que uma das maiores coisas que tenho é a maturidade adquirida nos meus trinta e cinco anos de idade (quase 36 ;P).

Sempre que olho o Twitter, tem dezenas de artigos, estudos e testes feitos por profissionais muito bem qualificados, e fico pensando como eles fazem, como conseguem ter tempo de trabalhar e ainda fazer tudo isso.

Hoje enquanto ia para a casa da minha mãe, tive uma epifania.

A estrada estava maravilhosa, a pista só para mim e meus pensamentos, Jack Johnson cantando no meu fone de ouvido, e o sol batendo nas copas das árvores.

Meu… foi mágico! percebi que eu poderia estar no notebook estudando, escrevendo ou até fazendo um “freela”, mas não… eu estava no meio da estrada, acompanhada pela natureza, com o som do motor de minha moto ronronando a cada curva. Eu estava desfrutando do meu sábado, como faço quase todo fim de semana. É um #$&% desperdício de tempo, só que não. Acredito piamente que viemos ao mundo para sermos felizes e não para nos acabar na frente de uma tela de led.

Não me entendam mal, eu amo meu trabalho. Amo mesmo, me divirto muito. Mas, meu… na boa, não tem coisa melhor do que aproveitar a vida. E não falo de uma vida virtual, falo de uma vida além do computador. Aquela vida que existe quando você faz aquilo que mais gosta, e no meu caso é andar de moto e ficar com a minha família.

Para que trabalhar de fim de semana? Para que fazer freela? Não faz sentido trabalhar em um lugar que exige que você trabalhe mais horas do que as quarenta, ou quarenta e quatro, semanais. Se este é o seu caso, tal vez você precise reavaliar a empresa, você tem direito de viver e se divertir, e nenhum emprego é único (do mesmo jeito que não somos insubstituíveis).

Se você fica pegando freela o tempo todo, pergunte a si mesmo se você realmente precisa do dinheiro extra. Casas, carros, eletrônicos, etc., não irão preencher o vazio que ficará na sua vida quando alguém que você ama não estiver mais ao seu lado.

Viva seu dia como se fosse o último, você nunca sabe qual será a tua data de validade.

Fica a dica da titia. ;*